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domingo, 2 de maio de 2010


Saudações! Depois de um "longo inverno" (ok...não tão longo assim) estou de volta as atividades do Dimensão 42. Vou tentar conciliar as atividades aqui e na Estação Jamzai, vejamos se dá certo.


Vamos ao filme:


Homem de Ferro 2 conta com praticamente todo o elenco do primeiro de volta (com excessão de Terence Howard, substituído por Don Cheadle no papel de Jim Rhodes). Nesta nova aventura vemos os desdobramentos de Tony Stark (Robert Downey jr.) ter revelado ao mundo que é o Homem de Ferro.

Entre alguns fatos novos estão: A S.H.I.E.L.D. e o governo dos Estados Unidos querem a tecnologia de Stark, o industrial Justin Hammer (Sam Rockwel, de O Guia do Mochileiro das Galáxias), está em um "embate" com Tony para conseguir fechar um contrato com o governo americano. Temos também as presenças de Scarlett Johasson como a nova secretária de Stark, Natalie Rushman (na verdade, a Viúva negra) e Mickey Rourke como o vilão russo Ivan Vanko, conhecido nos quadrinhos como Chicote.

Vamos aos acertos do filme (que são muitos): ele tem muito, mas muito mais ação do que o primeiro (realmente, como dizem outros críticos, não chega a ter o padrão Michael Bay de ação, mas quem se importa?). Temos aqui batalhas realmente épicas, que ao meu ver foi o que faltou (um pouco) no primeiro.

O elenco também está muito afiado, com destaques para Downey Jr. com seu cínico Tony Stark, Mickey Rourke com seu aterrorizador Chicote (a cena em Mônaco foi sensacional), e Don Cheadle, que teve a oportunidade de chegar quando seu personagem teve mais espaço de tela, ao contrário do primeiro filme (chegando a vestir e atuar com a armadura do Máquina de Combate).

A trilha sonora continua matadora, com Highway to Hell e Shoot to Thrill do AC/DC. Elas dão energia as cenas que aparecem.

PS: Existe uma cena logo após o filme terminar (embora em alguns cinemas talvez ela apareça logo após os créditos) que envolve alguns dos vindouros projetos da Marvel Studios.

PS2: O escudo do Capitão América aparece mais claramente neste filme, mas não da forma que você imagina (e definitivamente não é utilizado da forma que você espera).

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

iLícita - 11:45*


Saudações tripulantes.

Baixei o cd 11:45, da banda iLícita. Num passado não tão distante eu já falei deles aqui. Sua música sofre forte influência do pop/rock e do britpop, numa mistura que lembra de "A a Z", nomes como The Cranberries, Alanis Morissette, Radiohead, Little Joy (apesar desta ser mais nova) e outros.

Estou ouvindo ele de forma aleatória, pegando primeiro as faixas que já conhecia (Se Eu Puder Continuar, Mais Sobre Nós, Olhos de Sinatra...) e vendo se existem diferenças de arranjo. A princípio nada mudou muito (o que é bom) mas os arranjos estão melhores, a voz da vocalista está mais limpa e o ritmo está mais cadenciado, o que também é muito bom.).

Outro destaque também vai para Um Motivo. Num ritmo que lembra uma valsa (pelo menos a contagem de tempo lembra...se bem que eu "bombei" em divisão ritmica). Tem uma letra doce que remete, ao menos pra mim, lembranças antigas, amigos que não vejo há tempos e, por que não, um amor que ficou "inconcluso" (tá legal, posso ter viajado um pouco, mas escrever ouvindo musica faz isso comigo.).

O único show deles que vi data de dezembro de 2006. A formação era um pouco diferente da atual, mas foi uma banda que me surpreendeu muito. Longe do lugar comum das bandas "de garagem" da região, que primavam pelo pop/rock ou pelo punk/HC (o movimento EMO, por aqui, ainda estava longe), surpreendeu pela inventividade de seus acordes e presença de palco.

É isso. O cd está disponível no 4shared ou no trama virtual (conselho: baixem no trama se puderem. Sai na faixa e eles ainda ganham retorno com isso.)

Até mais.

*O nome é um jogo dos números 11 (de músicas) com o 45 (minutos) do disco.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Eu Te Amo, Cara


Não é nem de longe o que vocês estão pensando.


"Eu Te Amo, Cara" é um filme de comédia estrelado por Jason Segel, Paul Rudd e Rashida Jones. Onde um cara (Rudd) pede sua namorada (Jones) em casamento. Ela aceita.


Começam os preparativos do casamento. Quando pensa em alguém para padrinho ele se dá conta de uma coisa: passou a vida de namorada em namorada e não cultivou amigos.


Com isso o filme passa a mostrar o personagem principal tentando fazer amizades para convidar alguém para padrinho. É quando ele encontra o personagem de Jason Segel. Segel é um cara meio "boa vida"...gosta de uma curtição. Os dois se dão bem e travam uma amizade...e é aí que o noivado entra em conflito com a relação dos dois rapazes.


Esse filme faz parte da nova safra de comédias onde os homens são retratados como imaturos, meio que aquela passagem que fazemos da vida adolescente para a vida adulta. Eu assisti e recomendo. Não digo que me identifiquei com o personagem central porque comigo é o contrário: tenho várias pessoas com quem posso contar, mas não tenho nenhum "compromisso amoroso".


Em verdade esse filme trata de toda essa "camaradagem entre machos": as cervejadas, papo sobre mulheres (que inclui sexo), rock (no caso a banda Rush) e tudo aquilo que vemos por aí.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Lobo é uma paródia muito bem feita em cima de um outro personagem muito popular nos quadrinhos: o baixinho canadense Wolverine. Só que Lobo é uma espécie de "Wolverine sem Limites". Muito mais brigão, muito mais sádico...e perversamente divertido.


O "Evangelho" trata de duas minisséries clássicas do personagem: O Último Czarniano e Lobo Está Morto. Na primeira, "O Maioral" tem que escoltar uma velhinha a mando de Vril Dox (o chefão da L.E.G.I.Ã.O.). Lobo descobre que essa senhora é a Sra. Tribb, que foi professora dele no primário e escreveu "A Biografia Não Autorizada do Lobo".


Essa mini é muito insana, e nela cai por terra o famoso ditado "no espaço, ninguém pode ouvir você gritar". Tenha certeza disso.


O final me pegou como um tapão na cara (embora eu não devesse me surpreender com isso).


O único ponto negativo é que, apesar de essas serem as primeiras minis do personagem, poderiam ter anexado uma ficha técnica-bibliográfica do mesmo.




Também falta relançarem por aqui "Lobo versus Papai Noel".


Na história "Lobo Está Morto", ele acaba morrendo e indo parar tanto no céu quanto no inferno. O problema é que ele faz arruaça nos dois "ambientes", sendo expulso (para sempre) de ambos. A forma como ele volta a vida (e isso ocorre pelo menos umas três vezes) é impagável.


O encadernado segue o atual padrão da Panini (capa dura e papel couche). O preço é salgado, mas vale a pena pelas altas doses de humor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


Tem alguns spoilers...
Versão americana da série original inglesa a série "The Office" retrata de forma bem humorada o cotidiano de uma empresa de vendas de papel: a Dunder Mifflin.




No elenco principal temos Steve Carell (Agente 86) como o gerente Michael Scott, um ser altamente engraçado (para os telespectadores, mas totalmente imbecil para seus subordinados, que só o aturam pelo fato de ser ele a pagar seus salários; temos também Rann Wilson (O Roqueiro) como Dwight Schrute, o "Assistente do Gerente Regional" e puxa-saco mor do escritório; o representante de vendas Jim Halpert (John Krasinki), a recepcionista Pam Beesley (Jenna Fischer) e o estagiário Ryan Howard (B.J. Novak).




A série tem uma estrutura fora dos padrões convencionais, funcionando como uma espécie de documentário, onde a própria câmera é um personagem fazendo os personagens interagirem com ela.




A primeira temporada consistiu de 6 episódios apenas. Entre esses episódios ocorreu um jogo de basquete entre o escritório e o depósito, o "dia da diversidade" (onde Michael bancou Martin Luther King).




Pessoalmente eu não peguei o espírito da série já na primeira temporada. Os poucos episódios somados ao clima ácido não me cativaram de início. Mas aí veio a segunda temporada...




Nessa temporada o elenco estava mais afinado, os personagens secundários apareciam mais (como os contadores Kevin, Angela e Oscar - que é gay) e o humor se adequou ao ritmo americano de ser, com mais gags e até mesmo mais tiradas nerds. Nessa temporada também ficou mais aflorado o sentimento que Jim sente pela recepcionista Pam, embora também existissem os clichês e obstáculos para que a união dos dois se concretizasse (ela é noiva de um dos funcionários do depósito).


A terceira reforçou o clichê de casais se formando, sendo eles: Michael e Jen (CEO da empresa); o triangulo Karen-Jim-Pam e o casal Dwight e Angela. Juntaram a filial de Scranton (a "títular" da série) com a filial de Staples, resultando em novos personagens, dos quais só vingaram a vendedora Karen e o representante de vendas Andy Bernard. Entre idas e vindas pra lá de estapafúrdias (e pra lá de cômicas) o cargo de CEO vai parar nas mãos da pessoa que menos se esperava: o estagiário Ryan Howard.


E a quarta?



Essa eu ainda vou acompanhar (já está disponível em DVD), vou dar um jeito de vê-la e postar comentários aqui depois.

Um Louco Apaixonado


Filme de comédia estrelado por Simon Pegg (Star Trek, Chumbo Grosso), Kirsten Dunst (Trilogia Homem Aranha) e Megan Fox (Transformers I e II) conta a história de Sidney Sheldon, um jornalista britânico que faz textos sobre a alta sociedade e de seu período trabalhando para uma grande publicação americana.



Fora o choque cultural evidente (inglês morando e convivendo com americanos) vemos todas as desventuras dele para se encaixar no novo emprego, considerando seu estilo singular de agir. Explico: Sheldon é desses jornalístas que gostam de fazer gracinhas com as celebridades, entrando de penetra e tirando sarro de tudo e todos (exatamente como o repórter Vesgo do Pânico e os repórteres Rafael Cortez e Oscar Filho do programa CQC).



Simon está muito bom no papel, com gags similares a outro gênio britânico, Rowan Atkinson, fazendo uso de um humor extremamente careteiro (atente pra cena em que ele dança em uma boate logo que chega aos Estados Unidos). Outro destaque é Jeff Bridges (Homem de Ferro) que interpreta o chefe de Sheldon.



Falam muito também de Megan Fox, enaltecem a sua beleza e o papel que ela fez em Transformers, mas o fato é que ela é somente isso: um corpo muito lindo, mas não tem aquela atuação memorável (talvez por isso sua personagem no filme seja assim: uma atriz em início de carreira mas cujo os miolos não são bem empregados).



Na outra ponta temos Kirsten Dunst, que apesar de não exibir a mesma beleza de Homem Aranha 1 (ela emagreceu pacas de lá pra cá) é mais atriz que a srta. Fox. Aqui ela interpreta outra jornalista da revista americana por quem o personagem de Pegg tem uma queda.



Lá fora o filme saiu com o nome How To Lose Friends & Alienate People (o livro que inspirou o filme se chama Como Fazer Inimigos e Alienar as Pessoas). Pessoalmente acho esse título melhor que a tradução brasileira, mas fazer o quê?





Recomendo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009



Quer uma obra que defina o Coringa e te mostre, por exemplo, porque Heath Ledger foi o Palhaço do Crime definitivo? Então leia esta obra.





Escrita pelo "mago inglês" Alan Moore (Watchmen) e desenhada pro Brian Bolland, essa hq mergulha no passado do Coringa, mostrando quem ele era antes: Um comediante fracassado com uma esposa grávida, ele acaba se envolvendo com ladrões e chega a se passar pelo "Capuz Vermelho", com a aparição do Batman ele se apavora e cai dentro de produtos químicos, se tornando o insano palhaço que aprendemos a temer e amar.





Aliás, o Coringa está realmente sádico nessa história. Aparece na porta do Comissário Gordon, atira em sua filha Bárbara (então a vigilante conhecida como Batgirl) e provavelmente abusa sexualmente dela, levando Gordon ao limite (o abuso não é explícito, mas perversamente sugerido).





Batman nessa história é praticamente um coadjuvante, aparecendo aqui e acolá, enfrentando o Coringa, vendo um dos raros acessos de sanidade do mesmo e (sem brincadeira) rindo junto com ele de uma piada, ao final da história.





A história foi recolorida, em comparação com a original, os flashbacks estão mais sombrios, com o cenário em tons de cinza, preto e branco e só algumas cores (como em Sin City, do Frank Miller).








Quer entender um pouco mais do Coringa? Quer entender uma das inspirações para o Palhaço de Heath Ledger? Ou apenas uma boa história em quadrinhos?








Qualquer que seja a resposta, leia.

domingo, 5 de julho de 2009


Um bom tempo atrás eu disse que ia falar do anime Bleach. Bom, deixa eu falar agora antes que me esqueça de novo.


História criada por Tite Kubo, conta a história de Ichigo Kurosaki (NÃO, não vou inverter a ordem porque estamos no ocidente onde primeiro vem o nome, depois o sobrenome), adolescente de 15 anos que tem a habilidade de enxergar espíritos de pessoas que já morreram. Um dia uma shinigami (Deusa da Morte) de nome Rukia Kuchiki aparece a noite em seu quarto, assustando Ichigo, que prontamente lhe recebe com uma voadora.


Rukia fica pasma com o fato de um humano conseguir vê-la e ouvi-la. Ela então conta quem é e que está atrás de um Hollow (hollows, segundo a mitologia da história são espíritos corrompidos que se alimentam de outros espíritos). Este espírito ameaça a família de Ichigo, que se vê obrigado a se tornar um "Shinigami temporário" para proteger seus entes queridos. A partir daí a saga se desenvolve com Ichigo e Rukia purificando os espíritos dos Hollows, são introduzidos os personagens secundários e, mais pra frente, eles vão até Soul Society (Cidade das Almas), para resgatar um dos personagens. Mas já estou me adiantando.


O anime guarda claras referências/similaridades com Yu Yu Hakusho e, por que não dizer, com Dragon Ball também. De Yu Yu ele pega o tema do mundo espiritual e seus elementos. De Dragon Ball ele pega o humor por vezes pastelão (fase clássica de DB) e as batalhas "foderosas" (fase Dragon Ball Z).


Aliás, as batalhas em Bleach são mais dinâmicas do que em Dragon Ball Z. Enquanto no segundo as batalhas podem se estender por até sete episódios (na melhor das hipóteses), em Bleach os combates não levam mais que três episódios. O fato das batalhas serem de duelos de espadas também torna-as mais interessantes, ao contrário dos Sayajins e suas energias destrutivas similares a ogivas.


As espadas de Bleach são um show a parte. A princípio elas parecem katanas comuns, mas ao longo da série descobrimos que as espadas (zanpakutous) possuem um nome próprio. Uma vez que o "mestre" saiba o nome de sua espada ela muda de forma, ficando mais poderosa.


Não quero entregar muito para não estragar surpresas de quem ainda não viu a série (já tem mais de 220 episódios. Eu só assisti 67).


Quem gosta de aventura, comédia, ação e batalhas espetaculares, assista. Bleach tem tudo isso e muito mais.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sim Senhor


Sim Senhor é a volta de Jim Carrey ao genêro que o consagrou: o humor por vezes anárquico, outras vezes puramente careteiro.



Nesse filme ele é Carl Allen, funcionário de um banco na área de empréstimos que, para bom entendedor, é um "morto-vivo". Sempre inventa desculpas para NÃO sair com os amigos e NÃO fazer nada.



Um dia um amigo o convida para uma palestra. Lá, o palestrante (Terence Stamp, "ajoelhe-se perante Zod!") diz que ele deve dizer SIM a tudo, não importam as circunstancias, para todas as oportunidades que lhe aparecerem.



Com isso ele passa a fazer de tudo, desde aprender violão, pilotagem de aeroplanos, coreano até mesmo a transar com uma velhinha (hilário).



Destaque também para Zooey Deschamel. Não conheço toda sua filmografia (fora O Guia do Mochileiro das Galáxias, onde ela interpreta a Trillian), mas nesse filme ela está bem (e muito bonita por sinal), interpretando a vocalista da banda "Munchausen By Proxy", o interesse amoroso de Carrey. O relacionamento entre os dois personagens se dá por causa do SIM e entra em atrito também por causa dele.



Plus: Zooey tem realmente um projeto musical, chamado She & Him, uma espécie de Little Joy só que mais melancólico. Vale a pena conferir.





Sim Senhor foi dirigido por Peyton Reed (Homens de Preto)


Três nomes. Seth Rogen. Elizabeth Banks. Kevin Smith.


Esses três (junto com gente como Brandon Routh, Justin Long e Craig Johnson) fizeram uma comédia romântica um tanto fora dos padrões convencionais.


Seth Rogen e Elizabeth Banks são Zack e Miri, dois amigos na casa dos trinta anos com empregos medíocres, pouco dinheiro e pouca expectativa na vida. As contas estão vindo de baciada e, sem ter dinheiro para quita-las, eles tem uma ideia "brilhante": fazer um filme pornô.


A partir daí seguem os testes de elenco (com participação da atriz pornô Traci Lords), piadas das mais variadas (algumas com leves toques de vergonha alheia e outras de humor escatológico), mas sem sair do velho clichê das comédias românticas: o casal central que se conhece a anos e se gosta, mas não sabe demonstrar isso. Pelo menos não até os momentos finais da projeção.


Rogen e Banks (esta última muito mais linda que na trilogia Homem Aranha, onde interpretava Betty Brant) estão bem afinados, alternando momentos de comédia sarrista com momentos ternos (seus personagens são amigos há anos, mas percebe-se que o sentimento vem crescendo, ainda mais numa das cenas em que eles fazem sexo para o filme pornô).


E ponto para Kevin Smith que, apesar de ser um diretor de uma nota só (os filmes com piadas nerds), conta suas histórias de forma interessante e irreverente.
Destaque também para a equipe de dublagem, que adaptou bem as piadas, equipe esta dirigida por Wendel Bezerra.

domingo, 31 de maio de 2009

Afro Samurai.



Vi (e não curti muito).




Afro Samurai é um anime em cinco episódios produzido e protagonizado por Samuel L. Jackson, com vozes adicionais de Kelly Hu (X Men 2) e Ron Pearlman (Hellboy).




A história começa quando o pai de Afro, que era o guerreiro número 1, perde a vida em uma batalha para o guerreiro número 2. Afro presenciou sua morte e jura vingança.




A série vai e volta no tempo, mostrando (um pouco) o treinamento de Afro com alunos samurais, uma seita conhecida como Os Sete Vazios que deseja matá-lo para obter o título de "nº 2" para assim desafiarem o "nº 1".




O anime tem sequências animadas de forma magistral, com toda a sanguinolência característica desse tipo de desenho. Suas batalhas são muito boas também, lembrando os takes rápidos e decerebrados de Kill Bill vol. 1.




O que me desagradou foi o final. Não sei, tinha um jeito de anti-clímax. Uma batalha rápida demais entre Justice (o nº 1) e Afro.




Um destaque no elenco coadjuvante foi o personagem "Ninja-Ninja" (acima). Também dublado por Sam Jackson, ele é uma espécie de "amigo imaginário" do protagonista, sempre com tiradas sarcásticas e jeito folgado de ser.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O último cd do U2 é um disco respeitável. Eles não lançavam nada desde 2004/2005 quando saiu How To Dismantle An Atomic Bomb (um dos melhores discos da banda na opinião deste escriba). No Line está longe de ser memorável ou singular, mas é U2. Pra mim está ótimo.

Todos os elementos estão lá. O baixo por vezes monocórdico por vezes cheio de firulas de Adam Clayton, a bateria de Larry Mullen Jr., a guitarra singular e virtuose de The Edge e o vocal de Bono Vox.


As faixas que eu destaco são: Magnificent, Moment of Surrender (belíssima), Stand Up Comedy, Fez-Boing Born e Breath.



O disco tem produção de Brian Eno (parceiro de longa data do grupo).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Máscara da Ilusão




Vi ontem. Surreal.





A obra é assinada por Neil Gaiman (roteiro) e Dave Mckean (Direção). Se você viajou para Marte e voltou ontem, saiba que esses dois são responsáveis por uma das maiores obras de fantasia das últimas duas décadas: Sandman.


Enfim...


O filme narra a história de Helena, uma garota que vive com os pais e outros personagens esquisitos (são todos artistas de circo), se apresentando de cidade em cidade. O problema é que a garota está cansada daquela vida, ela queria ser uma garota normal, que vivesse no "mundo real" e pronto.


Fato é que a mãe de Helena acaba ficando doente e vai parar no hospital, deixando Helena preocupada. Ela volta pra casa e vai dormir. Quando acorda está em um outro mundo, cheio de criaturas estranhas, surreais mesmo. Nessa realidade ela faz amizade com Valentine, um artista circense um tanto estranho. Juntos eles devem encontrar a Máscara da Ilusão, para assim Helena voltar pra casa.





Sério, o filme é muito bom. Acabou saindo aqui no Brasil direto pra DVD na época (o que é uma pena). A fotografia é linda e os efeitos são muito bons, dada a limitação que existia (o ano era 2005/2006 eu acho). Os bonecos foram criados pela Jim Henson Company (tmb responsável pelos bonecos de A Família Dimossauros e criador dos Muppets). As cores são muito bem escolhidas também: quando as cenas são no circo a muitas cores, na casa da tia de Helena predominam o azul e o cinza e na outra realidade predominam o sépia, preto e dourado.

O filme é uma espécie de "História Sem Fim", só que mais requintado e sombrio, embora tenha toques do humor típico inglês. Recomendo.

Resenha sobre o filme "Máscara da Ilusão, de Dave Mckean e Neil Gaiman

Resenha sobre Blade - A Lâmina do Imortal, o mangá mais punk que eu já li (não li muitos, mas enfim...)

Análise sobre Bleach, um dos animes top aqui e (nem tanto) lá fora.


Fui.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Queime Depois de Ler


Bom, eu "queimaria depois de assistir", como disse minha mãe.



O último filme dos irmãos Coen é uma comédia de humor negro sobre a sociedade na meia-idade. Osbourne "Ozzy" Cox (John Malkovich) é um analista da CIA que é demitido do emprego e, sem muitas expectativas, resolve escrever um livro de memórias. O CD contendo o esboço do livro cai nas mãos de um instrutor de academia muito afetado e atrapalhado (Brad Pitt) e de sua amiga (Frances Mcdormand), que resolvem vender o disco aos russos na esperança de levantar uma grana.


Sinceramente, um filme muito estranho. Vi no fim de semana e nem ia comentar, mas mudei de idéia. O que salva o filme pra mim são as atuações caricatas do elenco (o excesso de caretas, olhos saltados e gritaria até que rende umas risadas) só que durante o filme eu pensei: "uma hora vai dar merda".Não deu outra: em uma cena um "galanteador" interpretado por George Clooney mata o personagem de Brad Pitt com um tiro na cabeça (este estava escondido no armário da casa de Cox, onde o personagem de Clooney também se encontrava).


Aí rolam as confusões de sempre: some-se com o corpo (que acredita-se ser de um espião), mais mals entendidos, brigas, confusões e um final um tanto confuso.


Decididamente eu não recomendo (só se você curtir humor negro).


Destaque pra participação de J.K Simmons (o J.J. Jameson dos filmes do Aranha) que interpreta um diretor da CIA totalmente pasmo com o desenrolar dos eventos (mais ou menos como este seu redator).

sexta-feira, 1 de maio de 2009


Não, ainda não fui ao cinema, vi a cópia "vazada" mesmo.



Sei lá, não sei o que dizer sobre esse filme.


Ele tem vários furos no roteiro como a transformação de Wade Wilson (Ryan Reynolds, hilário) em arma XI (um pastiche de Baraka do MK II que só vendo pra crer). O fato da Raposa de Prata (Lynn Collins, chamada no filme de Kayla) ser uma "índia nativa" com uma irmã branca e loira (e que tem a mutação secundária da Emma Frost, embora seu nome não seja mencionado).


Temos também uma ponta um tanto inútil do Scott Summers/Ciclope, quando este ainda tinha seus 14/15 anos de idade.



Esses furos são alguns de muitos, mas deixa isso pra lá.



O fato é que "Wolverine" serve como uma despretensiosa diversão "massa véio" (como diria o MdM). Hugh Jackman não está tão fanfarrão quanto na trilogia X, mas ainda tem uma boa presença na tela. Dentes de Sabre (Liev Schreiber) é bem mais ameaçador do que o personagem "interpretado" por Tyler Mane em X-Men. Os quebra-paus protagonizados pelos dois são muito bons.


Não dá pra falar muito porque a cópia era totalmente inacabada (certos cenários tinham gráficos dignos dos primórdios do PSOne). Esse fim de semana eu vejo o filme acabado (espero) e faço uma analise mais detalhada.
Editando (contém spoilers).
Pois bem, vi o filme sexta (dublado por questão democrática).
Ele é divertido, mas está longe de acrescentar qualquer coisa relevante a mitologia mutante no cinema. Hugh Jackman continua bem como Wolverine, mas já atua meio em piloto automático. Do elenco novo destacam-se Ryan Reynolds como Wade Wilson/Deadpool (na primeira metade do filme) e Liev Schreiber como Victor Creed/Dentes de Sabre. Os efeitos especiais melhoraram pouco (as garras de metal do Logan são tão azuis e falsas que chegam a brilhar no escuro como neon). Dominic Monaghan inesiste como Bradley, um mutante da equipe Arma X com habilidade de controlar componentes elétricos com a mente. Salve-se também Will.I.Am como John Wrath, conhecido como Espectro ou Aparição, dependendo da tradução do gibi.
O porquê de Logan ter adamantium enxertado em seu esqueleto e a explicação pra perda de memória são um tanto bobas e simplórias demais 9quem já leu ou ouviu falar dos acontecimentos na HQ concordará comigo).
No mais o filme tem boas cenas de ação (com destaque para o embate entre Logan e Creed e a luta dos dois contra o Arma XI - que subentende-se que é Wade transmutado, mas na verdade não é). Explico: a participação de Reynolds como Wade Wilson era uma mera ponta, mas os executivos da Fox resolveram ampliar sua participação e fundiram seu personagem com o personagem de Scott Adkins (que fez algumas cenas como Arma XI), tudo isso com o intuito de fazer um filme estrelado por Deadpool.
Não sei se vai dar certo. Veremos...
É isso. Não é o melhor filme do ano, mas apesar disso ele diverte. Se não tiver o que fazer nos próximos dias, veja "X Men Origens: Wolverine".

sábado, 25 de abril de 2009

Vi no feriado o DVD de "Punsher: War Zone", a 3ª tentativa de adaptar as aventuras de Frank Castle pras telas (contando o tenebroso filme de Dolph "Ivan Drago" Lundgren e o "não tão tenebroso assim" filme de John Travolta e Tom Jane).

Nesse reboot é mostrado um Justiceiro (Ray Stevenson) um tanto mais sisudo e mais caladão enfrentando os mafiosos de Nova Iorque. Um deles, Billy Russotti (Dominic West) acaba totalmente desfigurado quando encontra o Justiceiro, vindo a se tornar um de seus adversários mais famosos (nos quadrinhos): Retalho.


O filme tem cenas mais gore do que os primeiros e é um pouco mais sombrio, mas nem por isso deixa de lado cenas mais "pastelões" estilo "Batman de Joel Schumacher". Em uma delas um bandido, praticante de Le Parkour é alvejado durante um salto por um "míssil" disparado por Castle.


Um parceiro de Frank, das HQs antigas, é mostrado neste filme: Microchip (ou "Micro", no filme, interpretado por Wayne Knight). Ele é dos quadrinhos dos anos 80/90 e é responsável por arranjar o arsenal que o Justiceiro usa. Recentemente voltou as HQs como vilão no selo MAX, mas isso é outra história.


Enfim, o roteiro é raso como um pires (envolvendo os mafiosos, a "peleja" Justiceiro x Retalho e uma arma biológica), mas as cenas de ação divertem paca, meio uma mistura de "Jogos Mortais" com os jogos da série "Grand Theft Auto" (ou só "GTA" como é conhecido por aqui). Se você procura uma ação bem descerebrada "Justiceiro: Em Zona de Guerra" é o filme certo.

A trilha sonora está repleta de bandas underground de metal, com destaque para Ramallah, que toca "Days of Revenge", já nos créditos finais.



O filme é dirigido por Lexi Alexander (Hooligans).


PS: Na capa do DVD tem a o letreiro do Bradstreet Hotel. Essa é uma referência a "Tim Bradstreet", o principal capista da revista Punisher Max. Abaixo uma de suas capas pra revista.



Agradecimentos especiais ao meu amigo "Zigfried", cedeu o filme (e a sala) pra que eu assistisse o filme. Valeu mesmo.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Carga Explosiva 3

Trabalhar na sexta santa? É, se esse blog tivesse fins lucrativos iria constituir de trabalho. Como não tem...

***

Não sou muito fã dessa série de filmes, assisto mais por inércia (o segundo eu assisti mais por causa da magrinha da Kate Nauta). Bom, vamos a crítica.

O filme traz Frank Martin (Jason Stathan) de volta a França. No início ele está pescando com o Inspetor Tarconi (Françoi Berléand, ainda engraçado mas um tanto mal aproveitado). Paralelamente a isso um outro transportador tenta realizar uma entrega. Entrega essa que acaba indo parar na casa do Frank. Com carro e tudo!

Pois bem. Frank Martin tem que "escoltar" Valentina (Natalya Rudakova), que foi sequestrada por um "empresário inescrupuloso" que deseja transportar 8 navios carregados de poluentes. Ao menos foi o que eu entendi. Tem uma pegadinha nessa entrega: Frank está com um bracelete que explode se ele se afastar mais de 20 metros do carro.

Essa trama macarrônica foi dirigida por Olivier Megaton e escrita por Luc Besson (o principal idealizador de Carga Explosiva). As lutas tem boas coreografias (cortesia do veterano Corey Yuen), mas são poucas. E a câmera treme demais, não dando pra entender quem bate e quem apanha (mais ou menos igual acontece com os episódios de One Piece na TV aberta. Mas isso é outra história).



O que acaba valendo um pouco (além dos elementos já "clássicos" da série) é a presença de Rudakova. Sua personagem é retratada (a princípio) como uma garota um tanto mimada, mas tem um jeito meio extrovertido de ser (principalmente quando sua personagem se encharca de vodka e ecstasy).

O filme ainda é um pipocão, mas essa segunda continuação se levou mais a sério do que as outras. Recomendo pros fãs da série.

domingo, 29 de março de 2009


A despeito de seu subtítulo...questionável (Uma Loucadora Muito Louca), o filme de Michel Gondry (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) é muito bom, daqueles que prestam tributo as velhas fitas VHS e aos filmes clássicos (cults ou não).




O filme conta a história de Mike (Mos Def) e Jerry (Jack Black). Eles são dois amigos: o primeiro trabalha em uma videolocadora de bairro e o segundo é um...como direi...anarquista pirado que odeia tecnologia. Completa o time o Sr. Fletcher (Danny Glover, o eterno Roger Murtaugh de Máquina Mortífera) dono do estabelecimento.




Pois bem. Os negócios não vão bem para a loja do Sr. Fletcher (seu catalogo é forrado de VHS, mídia tida como ultrapassada) e, pra piorar, Jerry sofre um acidente em uma indústria que tentara sabotar e acaba magnetizado (consequentemente, apaga todas as fitas).



Qual a solução que os amigos encontram: fazer montagens dos filmes apagados (com seríssimas restrições de orçamento).




O filme é muito divertido mesmo, entrar em detalhes estragaria a experiência de vê-lo (agora em DVD). Destaque para as "suecagens" (filmes adaptados) de Hora do Rush 2 e Os Caça Fantasmas.




A única falha no filme foi seu final, um tanto quanto agridoce, mas nada que o prejudique como um todo.




***




Até mais.

Filhos de Anansi



Falei de algumas séries, de vários filmes e de umas poucas hqs. Mas sobre livros, não disse nada.

Então resolvi falar sobre este romance que eu li por volta de 2006: Filhos de Anansi, do Neil Gaiman.

Pros não iniciados: Neil Gaiman é um escritor de HQs britânico, que veio junto com a "invasão britânica" para os comics americanos (Marvel/DC). Também fizeram parte desse movimento: Alan Moore, Grant Morrison e, mais tarde, Warren Ellis. Gaiman é mais conhecido pelo divisor de águas das HQs: Sandman, um quadrinho que misturava ocultismo, terror e um pouco do mundo dos superheróis. Mas vamos falar do livro.





A história se passa primeiro em Londres, depois vai pros Estados Unidos. O personagem principal é "Fat" Charlie Nancy, um loser que tem uma noiva que o ama, um emprego razoável, um apartamento, enfim. Ele também tem um pai com que não se relaciona muito bem. Um dia ele recebe um telegrama informando o falecimento de seu pai.








Com isso ele viaja para a Flórida, para prestar as últimas homenagens. Chegando ele tem duas descobertas: um irmão de nome Spider (que ele sequer conhecia) e fica sabendo de um fato mais curioso: seu pai era a divindade africana Anansi, o Deus-Aranha.








Recheado do típico humor inglês, é uma leitura divertida. A história vai fluindo naturalmente, entrecortando com lendas do próprio Anansi que, segundo o folclore, é um Deus - as vezes representado como um homem, as vezes como uma aranha - muito esperto e astuto, detentor do poder de "contar histórias".








A príncipio quando somos apresentados a Spider leva-se a crer que ele é o único com habilidades semelhantes as do pai. Porém as coisas não são exatamente assim. Revelar mais estragaria a história como um todo.








Fato curioso sobre esse livro é que, na época de seu lançamento ele bateu as vendas de Harry Potter. Isso já foi mais que suficiente para me chamar atenção.


Para quem se interessar, esse livro é facilmente encontrado. Foi lançado pela Conrad e custava na época +/- 50 reais.





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Até logo.

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