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sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Porque cancelaram Liga da Justiça sem Limites, se, anos depois, foram introduzindo os Justiceiros no desenho The Batman, de longe a mais medíocre das adaptações de um super-herói em desenho animado?





Cara, como tá chovendo por aqui...





Sammy Hagar. Michael Anthony. Chad Smith. Joe Satriani. Cada um desses músicos tem uma carreira sólida (embora com altos e baixos). Resolveram se juntar e montar o Chickenfoot. Onze faixas que cheiram a naftalina. E por isso são tão divertidas.






Sammy Hagar continua com a voz "no ponto", assim como o baixo de Anthony (ambos oriundos - e demitidos - do Van Halen.). Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) continua com a bateria sincopada, com aquela batida as vezes reggae, as vezes funk.






E claro, tem Satriani.



Pouco associado a grupos (exceto o G3) ele realmente merece o título de Deus da Guitarra. Seus riffs são lindos de se ouvir, parecendo ter saído de um álbum de rock do melhor da safra (digno de Deep Purple em seus melhores e clássicos tempos).



E Chickenfoot é isso. Rock clássico feito por roqueiros clássicos. Eu destaco especialmente Learning to Fall. De longe a mais deliciosa do disco.




***

Voltando as "aleatoriedades": alguém me explica quem foi a anta (como diria meu professor) que, terminado o período de Mark Millar e Bryan Hitch nos Supremos, resolveu escalar Jeph Loeb e Joe Madureira pra assumir.


Não! O Pior é que eu sei quem é esse sem vergonha. Seu nome é Joe Quesada.

Numa boa, Quesada é sim um bom editor (o selo Marvel Knights é idéia sua) e um bom desenhista (tendo seu melhor trabalho sido - para mim - Demolidor: Demônio da Guarda, em parceria com o cineasta Kevin Smith.



E o que dizer de Mark Millar e Bryan Hitch em Os Supremos*? Simplesmente a melhor interpretação dos Vingadores desde que os mesmos foram criados. Os Supremos são uma equipe com vinculos governamentais que surgiram em resposta as ameaças que surgiram no "Ultiverso Marvel" como Doutor Destino e Magneto, mas longe de serem heróis altruístas eles não passam de superseres metidos a celebridades. Capitão América era o soldado perfeito, fazia o que tinha que fazer e pronto (até matava, se necessário); Homem de Ferro era o típico playboy**; Vespa e Gigante eram um casal de superseres em crise, com direito ao Hank Pym tomando Prozac e uma briga de casal com sérias consequencias (sérias mesmo) e pra fechar o Poderoso Thor, diferente de ser o Deus Mitológico do Trovão, podia bem ser um louco alucinado.

Eu tenho o encadernado do primeiro volume de Millar/Hitch (de um total de dois) e digo: se um dia fizerem um filme dos Vingadores, que façam baseado em Os Supremos vol. 1.

Pena que Jeph Loeb chegou e estragou tudo. Os Supremos dele parecem um restolho dos piores quadrinhos dos anos 90 (pouco texto, muitos desenhos e poses estranhas). Algumas até mesmo com um certo "apelo sexual". Quem já leu os quadrinhos antigos da image sabe bem do que eu falo.



Bom, por ora é isso. Volto outra hora.






*Os Supremos são a versão dos Vingadores para o Universo Ultimate (Ultiverso) que reimagina os heróis Marvel como que criados no século 21.


**O Homem de Ferro do cinema é uma versão muito mais fiel ao Tony Stark ultimate do que ao Ferroso do universo regular. Até a idéia de máquinas ajudando-o a entrar no traje vem do Ultiverso.

domingo, 5 de julho de 2009


Um bom tempo atrás eu disse que ia falar do anime Bleach. Bom, deixa eu falar agora antes que me esqueça de novo.


História criada por Tite Kubo, conta a história de Ichigo Kurosaki (NÃO, não vou inverter a ordem porque estamos no ocidente onde primeiro vem o nome, depois o sobrenome), adolescente de 15 anos que tem a habilidade de enxergar espíritos de pessoas que já morreram. Um dia uma shinigami (Deusa da Morte) de nome Rukia Kuchiki aparece a noite em seu quarto, assustando Ichigo, que prontamente lhe recebe com uma voadora.


Rukia fica pasma com o fato de um humano conseguir vê-la e ouvi-la. Ela então conta quem é e que está atrás de um Hollow (hollows, segundo a mitologia da história são espíritos corrompidos que se alimentam de outros espíritos). Este espírito ameaça a família de Ichigo, que se vê obrigado a se tornar um "Shinigami temporário" para proteger seus entes queridos. A partir daí a saga se desenvolve com Ichigo e Rukia purificando os espíritos dos Hollows, são introduzidos os personagens secundários e, mais pra frente, eles vão até Soul Society (Cidade das Almas), para resgatar um dos personagens. Mas já estou me adiantando.


O anime guarda claras referências/similaridades com Yu Yu Hakusho e, por que não dizer, com Dragon Ball também. De Yu Yu ele pega o tema do mundo espiritual e seus elementos. De Dragon Ball ele pega o humor por vezes pastelão (fase clássica de DB) e as batalhas "foderosas" (fase Dragon Ball Z).


Aliás, as batalhas em Bleach são mais dinâmicas do que em Dragon Ball Z. Enquanto no segundo as batalhas podem se estender por até sete episódios (na melhor das hipóteses), em Bleach os combates não levam mais que três episódios. O fato das batalhas serem de duelos de espadas também torna-as mais interessantes, ao contrário dos Sayajins e suas energias destrutivas similares a ogivas.


As espadas de Bleach são um show a parte. A princípio elas parecem katanas comuns, mas ao longo da série descobrimos que as espadas (zanpakutous) possuem um nome próprio. Uma vez que o "mestre" saiba o nome de sua espada ela muda de forma, ficando mais poderosa.


Não quero entregar muito para não estragar surpresas de quem ainda não viu a série (já tem mais de 220 episódios. Eu só assisti 67).


Quem gosta de aventura, comédia, ação e batalhas espetaculares, assista. Bleach tem tudo isso e muito mais.

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