domingo, 31 de maio de 2009

Lei de Murphy Aplicada


O pior é que funciona mais ou menos assim mesmo.



1- GUIA PRÁTICO DA CIÊNCIA MODERNA:
1. Se mexer, pertence à Biologia.


2. Se feder, pertence à Química.


3. Se não funciona, pertence à Física.


4. Se ninguém entende, é Matemática.


5. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.


6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é Informática.





2- LEI DA PROCURA INDIRETA:
1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.


2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.





3- LEI DA TELEFONIA:
1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga..


2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.


Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.





4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:


Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você...





5- LEI DA GRAVIDADE:


Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.



6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:


80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu.



7- LEI DA QUEDA LIVRE:


1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente..


2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete..



8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:
A fila do lado sempre anda mais rápido.


Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.



9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.



10- LEI DO ESPARADRAPO:
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.



11- LEI DA VIDA:
1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.



12- LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:
Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.



13-COISAS QUE NATURALMENTE SE ATRAEM:
Mãos e seios
Olhos e bunda
Nariz e dedo
Pobre e funk
Mulher e vitrines
Homem e cerveja
Queijo e goiabada
Chifre e dupla sertaneja
Carro de bêbado e poste
Tampa de caneta e orelha
Moeda e carteira de pobre
Tornozelo e pedal de bicicleta
Jato de mijo e tampa de vaso
Leite fervendo e fogão limpinho
Político e dinheiro público
Dedinho do pé e ponta de móveis
Camisa branca e molho de tomate
Tampa de creme dental e ralo de pia
Café preto e toalha branca na mesa
Dezembro na Globo e Roberto Carlos
Show do KLB e controle remoto (Para mudar de canal)
Chuva e carro trancado com a chave dentro
Dor de barriga e final de rolo de papel higiênico
Bebedeira e mulher feia
Mau humor e segunda-feira!
Bom humor e a SEXTA - FEIRA!!!

Afro Samurai.



Vi (e não curti muito).




Afro Samurai é um anime em cinco episódios produzido e protagonizado por Samuel L. Jackson, com vozes adicionais de Kelly Hu (X Men 2) e Ron Pearlman (Hellboy).




A história começa quando o pai de Afro, que era o guerreiro número 1, perde a vida em uma batalha para o guerreiro número 2. Afro presenciou sua morte e jura vingança.




A série vai e volta no tempo, mostrando (um pouco) o treinamento de Afro com alunos samurais, uma seita conhecida como Os Sete Vazios que deseja matá-lo para obter o título de "nº 2" para assim desafiarem o "nº 1".




O anime tem sequências animadas de forma magistral, com toda a sanguinolência característica desse tipo de desenho. Suas batalhas são muito boas também, lembrando os takes rápidos e decerebrados de Kill Bill vol. 1.




O que me desagradou foi o final. Não sei, tinha um jeito de anti-clímax. Uma batalha rápida demais entre Justice (o nº 1) e Afro.




Um destaque no elenco coadjuvante foi o personagem "Ninja-Ninja" (acima). Também dublado por Sam Jackson, ele é uma espécie de "amigo imaginário" do protagonista, sempre com tiradas sarcásticas e jeito folgado de ser.

Anos atrás, quando eu era apenas uma pequena criança marota, lembro que meu sonho era ser pipoqueiro!
Eu via dia pós dia aquele moço, parado na porta da escola, vendendo pipocas doces e salgadas, com bacon ou torrões de açucar, as quais minha mãe nunca deixava eu comprar para não estragar meu apetite para o almoço. Sim, eu era uma criança frustrada por não poder comer pipoca ao final de uma cansativa manhã de aula, assumo isso sem medo. Alguns se frustram por não saberem assoviar, ou por irem mal em matemática. Apesar de eu não saber assoviar naquela época e ser péssimo em exatas, eu me frustrava por não poder comer milho estourado!
Foi quando eu jurei vingança a uma sociedade que não me compreendia me tornando... pipoqueiro!
Eu tinha a certeza de que um pipoqueiro levava uma vida boa, comendo quantas pipocas quisesse, e colocando a quantidade de bacon que bem entendesse dentro do saquinho!
Sim, esse era meu objetivo de vida...
Anos depois, eu decidi que queria ser astrônomo!
Comprava livros e livros sobre o universo, planetas, matéria escura...Fui o primeiro da minha turma a decorar a ordem certa dos planetas no nosso sistema solar (o que talvez explique meu desespero ao saber que haviam excluído Plutão do grupo)...
Isso também criou uma enorme fixação pelo tema de vida alienígena e tornou-me fã assíduo de Arquivo X!!!Até que alguém destruiu meus sonhos, dizendo que astrônomos precisam ser bons em física, matemática e outras coisas insuportáveis. Sem ETs, apenas cálculos.
Provavelmente foram meus pais... eles adoram cortar o meu barato.
Anos mais tarde, eu decidi ser jornalista!Claro, afinal eu escrevia bem. Eu podia não ser muito bom em matérias realmente úteis, mas minhas redações temáticas "Minhas Férias na Vovó", "Meu Pai, Meu Herói" e "O Melhor Passeio Pelo Zoológico da Minha Vida" eram grandes sucessos literários na minha classe do pré-primário.
Por que não escolher uma profissão em que tudo o que eu precisasse saber seria ESCREVER?
Meu irmão já era jornalista, e... bem, ele ganhava algum dinheiro, tinha um certo respeito, ia a festas badaladas, ganhava dezenas de CDs todo mês e vivia em um lugar onde só não é bem informado quem não quer.
Até que eu li uma reportagem que ele precisou fazer em 10 minutos sobre um cara sobre o qual provavelmente nem a própria mãe se interessava.
Será que eu realmente queria passar a vida escrevendo sobre pessoas que eu não dava a mínima? Será que eu quero entrar em um emprego que paga mal, não te dá fins de semana e ainda te obriga a escrever em 10 minutos um texto sobre um zé-ninguém que poderia cair morto sem ninguém chorar???
Algum tempo depois, eu decidi ser publicitário!
Ok, eu não decidi. Na verdade, sempre foi tradição enchermos a casa de mensagens escritas em papéis a cada aniversário de alguém por aqui.
Colamos bem cedo, antes do aniversariante acordar, no armário, na porta da geladeira, no espelho do banheiro, na tampa da privada, na cadeira da cozinha. E enquanto minha mãe sempre prezou pelos básicos "Feliz Aniversário" e "Muitos Anos de Vida", eu preferia passar a madrugada pensando em alguma coisa que surpreendesse quem estivesse lendo. Mensagens engraçadas, ou que realmente significassem alguma coisa... algo que valesse a pena ser lido, e não parecesse a mesma mensagem do ano anterior... Calma, eu prometo que essa história tem a ver com o assunto...
Em um aniversário do meu pai, meu irmão não conseguiu parar de rir com alguma coisa que eu tinha escrito. Foi então que ele disse "poxa vida, Thiago... vc devia tentar ser publicitário." Provavelmente ele nunca vai se lembrar de ter dito isso, mas pra mim aquilo realmente significou alguma coisa. Eu era um garoto prestes a prestar o vestibular e não tinha a mínima idéia do que me interessava. Talvez esse fosse o caminho.
Prestei publicidade, entrei na faculdade e... percebi que certamente NÃO era isso que me interessava! O que só foi comprovado durante o período do meu primeiro emprego em uma agência.
Não que eu fosse ruim, ou não soubesse fazer o meu trabalho.
Eu simplesmente percebi que não gostava daquilo!
E foi então que eu resolvi ser músico!
Escrevi letras, escrevi musicas e arranjei mais três loucos que aceitassem me seguir em uma banda.
Até que eu percebí que talvez ser músico não seja uma decisão muito racional.
Para conseguir fazer algum sucesso não basta ser bom, não basta ter algum talento...
É preciso principalmente sorte!!!
Como alguém que colocou o nome da própria banda de Projeto Murphy pode querer ter a sorte de conseguir viver apenas fazendo música? Será que vale a pena apenas tentar algo que aparentemente já está fadado ao fracasso?
E daí eu resolvi ser escritor!
Digitei 63 páginas de texto no Word, mandei para alguns amigos e até recebi boas críticas!
Sim, talvez esse fosse o melhor caminho a ser seguido...
Até que a única coisa que começou a passar pela minha cabeça foi: por que diabos alguém que não me conhece iria pegar um livro escrito por Thiago Brancatelli em uma Saraiva ou Cultura e gastaria nele seu precioso dinheiro, além de tempo de leitura?
Não consegui encontrar nenhuma resposta que não fosse "arma apontada na cabeça" ou "único livro na prateleira".
Eu leio livros e percebo que eu nunca vou ser tão bom quanto meeus autores favoritos.
Eu assisto a filmes e percebo que nunca vou escrever diálogos tão bons quanto aqueles.
Eu vejo anúncios em revistas ou comerciais de TV e percebo que nunca vou criar algo tão genial.
Eu leio reportagens e percebo que nunca vou ser capaz de escrever aquilo de maneira melhor.
Será que vale a pena tentar?
Eu não tenho a pretensão de ser rico, ou mesmo famoso.
Eu não tenho a pretensão de amar o meu emprego, ou mesmo de me orgulhar dele.
Eu não tenho a pretensão de ser o melhor no que faço, ou mesmo de ter o cargo mais alto.
Só queria me interessar por alguma coisa que me sustentasse!
Decidi não escrever mais nenhuma música ou começar nenhum livro ou conto até ter algum sinal de que isso realmente vale a pena.
Pode ser por preguiça, pode ser por frustração.
Eu só preciso saber se existe alguma coisa que vale a pena.
A maioria dos meus amigos sabe em que eles são bons, e até gostam do que fazem.
Eu não faço idéia do que fazer com o meu futuro.
Hei, quanto será que custa um carrinho de pipoca...?
*Brancatelli é membro do fórum HQManiacs e um dos mideradores do blog Two Cold Fingers. Valeu a força, "Branca"

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