quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


Pois é, fui assistir ao novo filme de Keanu Reeves. Não é um filme ruim, mas podia ter sido bem melhor.


O filme traz, para os dias de hoje, a premissa básica de um filme de mesmo nome dos anos 50: Alienígena vem a Terra e nos dá um ultimato (de forma sutil): ou paramos com a destruição de nossa fauna e flora, ou seremos destruídos.


Apesar de reunir um elenco muito bom (além de Reeves participam Kathy Bates como secretária da defesa, John Cleese como um professor ganhador do prêmio Nobel e Jennifer Connely como uma cientista) o filme não chega a "decolar", ficando entre o estilão "Ficção B" e o drama (ambos pouco desenvolvidos.


Ponto negativo para os efeitos especiais, que foram bem caprichados nas "esferas de energia", mas em relação ao robô GORT e aos helicópteros, deixou a desejar.


E um destaque (negativo também) para Jaden Smith, que fez o enteado de Jennifer Connelly. Cara, pelamor de Deus (escrito assim mesmo), o moleque não tem função nenhuma no filme, é um personagem inútil, irritante e pior ainda, xenófobo (só sabia falar em "vamos matar o alienígena"). Era um porre.


Durante a trama Klaatu (o personagem de Reeves) diz que o fim é iminente e começa a preparar a "desinfecção" da Terra (salvando quantas espécies forem possíveis e eliminando a raça humana). Como em 90% dos "filmes-feijão-com-arroz", Klaatu vê que os seres humanos podem mudar e tenta reverter a situação.


Como primeiro filme (que eu vi) deste ano, até que foi bom, mas que podia ter se saído melhor (talvez ousado mais) podia.

sábado, 10 de janeiro de 2009

A vida nada mais é do que um mero instante e o que fazemos com este instante (sim, eu estou me apropriando - parcialmente - de uma máxima do Senhor dos Anéis: "A questão não é quanto tempo temos, mas o que fazemos com o tempo que nos é dado.")

São quase três da manhã. Eu poderia muito bem estar em minha cama, sonhando com ninfas, sereias...enfim...tendo uma boa noite de sono. Pelo contrário: estou aqui em frente ao pc, tentando discursar sobre "momentos".

Quem nunca quis voltar no tempo, consertar um erro cometido, uma mágoa, dizer palavras que não foram ditas ou até mesmo calar-se quando deveria. Acredito que muita gente.

Eu sei o que queria ter feito: aproveitado momentos...lacunas que deixei passar, dizer mais vezes "eu te amo" do que "sinto sua falta". Sorrir mais e chorar menos. Ver a vida como uma festa e não como uma batalha. Infelizmente, nem tudo é como gostaríamos que fosse, mas é exatamente da forma como deve ser.

Pessoas vem e vão. Algumas ficam o tempo necessário para marcarem em nossas vidas, o que torna dizer adeus ainda mais doloroso porém, cedo ou tarde, é o que acontece.

O jeito é aproveitar a vida dando um passo de cada vez, comemorando os acertos e ponderando sobre os erros e tropeços que damos ao longo dessa "estrada".

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009




Quentin Tarantino é louco.

Digo isso não é de hoje. Ele tem no currículo, até o momento, 5 filmes e um média metragem (respectivamente: Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill vol. I, Kill Bill vol. II e o média metragem A Prova de Morte, até o momento inédito no Brasil). Não vi todos estes filmes, mas um dos mais loucos e desconexos foi Pulp Fiction - Tempo de Violência.
Tarantino faz uma homenagem aos pulps, aquelas histórias impressas em papel vagabundo geralmente recheadas de ação e mulheres fatais, etc, etc. Junte isso com um roteiro de "Tarantas" e Roger Avery e temos uma obra primorosa.






O filme conta basicamente três histórias: na primeira somos apresentados a Julius e Vincent, dois assassinos da máfia de Los Angeles que devem recuperar a "muamba" perdida de seu chefe, na segunda Vincent deve levar a esposa de seu chefe para se divertir, mas ele não imagina os problemas que isso lhe trará mais tarde. Na última somos apresentados a "Butch" Coolidge, boxeador veterano "comprado" pelo chefão do máfia para perder a luta no 5º assalto. Mas ele acaba não cumprindo o combinado.


Quem já viu os filmes de Tarantino sabe que ele tem um leque singular de personagem. Melhor: são todos peculiares. O assassino Julius está sempre recitando um trecho da bíblia antes de matar alguém, a esposa do chefão (Mia) é uma patricinha que obviamente quer se divertir, sem se preocupar muito com o amanhã (e ela vai até as últimas pra isso). Vince é um assassino de classe. Temos também uma "ponta" bizarra": Gimp, uma espécie de guarda-costas caipira que está trajado num traje sadomasoquista. Simplesmente insano.





Se você gosta de filmes lineares e lógicos nem passe perto deste longa. As histórias se passam fora da ordem cronológica e tem alguns erros primários por parte dos personagens (um dos assassinos invade o apartamento do boxeador para matá-lo. Não encontrando-o lá vai para o banheiro e deixa a arma na cozinha. Nesse meio tempo, "Butch" chega - ele havia voltado para buscar o relógio de seu pai - encontra a arma e ouve ruídos no banheiro. Ele espera com a arma apontada para porta, Nisso o assassino sai do banheiro e é fuzilado por Butch. A questão é: que tipo de matador é estúpido o suficiente para ir ao banheiro desarmado?)


Com um elenco de ponta que inclui Bruce Willis, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Christopher Walken e participação especial do próprio Tarantino, este é um filme que merece ser conferido. Só o fato de ter ganho um Oscar (Roteiro Original, 94) já diz alguma coisa.






Claro que este não é o único de seus méritos...

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